Nossa História

Quinze anos
ouvindo antes de codar

A Vine não começou com um software. Começou com uma pergunta feita a cada cliente, muito antes de existir plataforma, produto ou CNPJ: qual é a sua dificuldade?

Esta é a história de como essa pergunta virou uma plataforma de gestão que hoje acompanha negócios do pasto ao prato.

1998 a 2002

Antes da tela, o papel

A história que deu origem à Vine começa na arte-final, no fim dos anos 90: desenhar, vetorizar imagem, criar peça para mídia offline. Era esse o ofício, pegar a ideia de uma empresa e transformar em algo que comunicasse, impresso.

E já ali existia um jeito de trabalhar que nunca mudou. Para criar uma logomarca era preciso saber a história do cliente, como ele havia chegado até aquele ponto, qual era a dificuldade dele, o que ele sofria para fazer a marca crescer. Discutir paleta de cores era a parte fácil, e nunca foi o suficiente.

"É muito fácil a gente falar e não viver. Quando você prepara algo para o cliente sofrendo a dor dele, você tem muito mais chance de acertar."

Diego, fundador da Vine

Em 2002 vem a virada para a web. Internet ainda discada, começando a migrar para cabo, o MSN nascendo. Surgiam os cursos das ferramentas da Macromedia, que anos depois viraria Adobe, e era para lá que todo mundo corria.

2002 em diante

A primeira decisão contra a corrente

Por indicação de amigos, veio a escolha de sair daquela vertente e ir para outro caminho: HTML com semântica correta, na época baseada em box model, com foco em otimização para motores de busca e em arquitetura da informação, que é o que hoje o mercado chama de UX.

Não era a opção mais fácil nem a mais vistosa. Era a que produzia site que carregava, que o buscador entendia e que o usuário conseguia usar. Já naquela época se estudava comportamento de usuário, mapa de calor, para onde o olho vai primeiro. No ocidente a leitura corre da esquerda para a direita, e é por isso que a marca fica à esquerda.

Parece detalhe de outro assunto. É o mesmo cuidado que a Vine cobra hoje de cada tela do sistema, e a razão pela qual essa exigência nunca soou como capricho aqui dentro.

2004 a 2010

Seis anos aprendendo a gerir, não só a construir

Entre 2004 e 2010 vieram os anos de meio corporativo: desenhando para web, escrevendo HTML, programando em várias linguagens, até chegar a líder de projetos e depois à gerência de projetos.

Esse período explica muita coisa do que a Vine é. Quem passou pela gerência de projetos aprende que software é a parte visível de um problema que quase sempre é de processo, de informação e de gente. Em 2010 vem a saída do corporativo, e com ela a Vine, ainda sem nome e sem CNPJ.

2010 a 2019

A Vine não chegou ao agro como fornecedora

Chegou como produtora. Entre 2010 e 2019, o fundador da Vine foi produtor rural e criador da raça bovina Senepol. Isso muda tudo na forma de entender esse cliente: as decisões, os custos, a sazonalidade e a papelada não eram relato de terceiro, eram a própria rotina.

Foi essa vivência que revelou a lacuna. Presença digital de qualidade no agro era coisa escassa. Que produtor rural queria ter um site em 2010? Quem se preocupava com isso? Poucos anos depois, esses mesmos grupos estariam fechando cadeias produtivas e verticalizando o negócio do pasto à prateleira. Mas naquele momento o site era uma porta que quase ninguém havia percebido. A Vine entrou por ela, pelo nicho de melhoramento genético, onde marca e reputação sempre pesaram.

O objetivo, no entanto, sempre foi maior que o site. O site era o começo da conversa.

A ideia

E se gerenciar uma fazenda fosse tão fácil quanto publicar uma notícia?

Todo site que a gente entregava tinha atrás de si um gerenciador de conteúdo: um painel simples onde o cliente cadastrava notícia, organizava categoria, subia imagem, trocava banner. Simples de verdade.

Do outro lado, os sistemas de gestão daquele tempo eram instalados no Windows, sem acesso de fora, abrindo um monte de tela. E existia um produtor rural com maquinário para controlar, manutenção para acompanhar, plantio para registrar, sem um lugar fácil para fazer isso.

"Por que eu não posso criar um sistema que gerencie um negócio de forma tão fácil quanto eu gerencio as notícias de um site?"

A provocação que virou a Vine · Diego, fundador da Vine

A decisão saiu dessa pergunta: seria web, e navegável pelo celular. Vale sublinhar a época em que ela foi tomada, porque ela explica o tamanho da aposta.

2010, e agosto de 2011

Um quarto, uma mesa de escritório e as rodovias do país

A Vine nasceu em 2010, ainda sem nome e sem CNPJ. Nasceu num quarto, numa mesa de escritório, e nas estradas deste país. A formalização veio depois, em agosto de 2011, mas o trabalho já estava acontecendo havia mais de um ano.

A sede é Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde a Vine segue até hoje. E é honesto dizer que não é uma cidade fácil para crescer: o mineiro daqui tem uma resistência que é meio cultural. A saída foi ir buscar mercado onde ele estava.

"Eu peguei o carro. Onde havia exposição agropecuária, eu estava lá. E a regra que eu me dava era simples: de cada viagem eu tinha que voltar com dois, três, quatro projetos."

Diego, fundador da Vine

Era a época em que o Twitter começava a se mover, e a gente fazia hot site, o avô da landing page, para fomentar evento e leilão de genética. Cada viagem virava projeto, cada projeto virava relacionamento, e o relacionamento é o que abriu a porta do que viria depois.

O nome

Por que Vine

O objetivo nunca foi vender software para o agro. Era levar gestão: informação, análise, decisão. Ir além do produto e agregar valor com conhecimento e sofisticação. E foi em 2010, quando alguém muito próximo começou a cursar Gestão da Informação na universidade, que esse conhecimento entrou de vez na casa e virou a base da filosofia da empresa.

Faltava um nome para aquilo. E a referência de sofisticação, naquele momento, vinha das vinícolas. A arte de produzir vinho é rigor e cuidado: temperatura, altitude, variedade, tempo de barrica, amadeirado ou não, doce ou seco. Um encadeamento de decisões pequenas que leva sofisticação da produção até a mesa de jantar.

A ambição era construir um sistema que fizesse o mesmo pela gestão: entregar ao cliente todas as nuances necessárias, mostrar a temperatura, a altitude e o tempo de barrica do negócio dele, com os ajustes que precisavam ser feitos, para que qualquer decisão pudesse ser tomada com base em dados reais. À luz.

O nome apareceu no campo, como quase tudo por aqui. Um cliente no interior do Brasil havia plantado uma videira na propriedade. Uma folha dela foi colhida e guardada. Em casa, virou foto, a foto foi para o Corel, a folha foi vetorizada, e ali nasceu o nome: Vine, videira em inglês.

Aquela folha está guardada até hoje, frágil, sem a ponta, num lugar de valor pessoal. E a videira continua sendo uma boa imagem do que a empresa faz: ela cresce apoiada em estrutura, dá fruto quando o cuidado é constante, e o resultado depende de cada detalhe do caminho.

A folha de videira real que deu origem ao nome da Vine, colhida no campo e guardada até hoje
A folha real, colhida no campo e guardada até hoje
Releitura em gravura da folha de videira, criada para os 15 anos da Vine
A releitura em gravura, criada para os 15 anos
O detalhe que ninguém conta

Prometer sistema web numa fazenda sem internet

Hoje existe Starlink e a internet vai onde você quiser. Naquele tempo era a era do 3G, e a fazenda ficava fora de qualquer sinal decente. Não adiantava a Vine ter um sistema web brilhante se ele não abria no lugar onde o trabalho acontecia.

Então a gente levou internet para os clientes que apostaram na empresa. Não estava em contrato, não era o nosso ramo, e era a única forma de o sistema cumprir o que prometia.

"Não sei dizer quantas vezes eu mesmo comprei modem 3G e ajudei a instalar antena externa com cabo coaxial, só para chegar sinal na sede. Se eu preciso de internet na fazenda, vamos dar um jeito lá."

Diego, fundador da Vine

Depois veio o 4G, depois a internet via rádio, com antena direcional apontada para um provedor na cidade. Melhorou. Mas demorou. E essa história explica melhor o que a Vine é do que qualquer adjetivo sobre atendimento.

Os anos seguintes

Nenhum módulo nasceu de reunião de produto

A confiança construída na fase de sites abriu as portas para as nossas ideias de sistema. E cada módulo nasceu de uma dor concreta, na ordem em que a dor apareceu: pecuária comercial, pecuária de elite, agricultura, controle de serviços e etapas. Depois o financeiro. Depois o fiscal, com emissão, eventos e monitoramento. Depois os módulos especializados. Depois a automação, o famoso IoT, que tem nome bonito e uma lógica simples atrás: se o equipamento pode ler sozinho, ninguém precisa digitar.

A Vine fez questão de não construir algo engessado. O sistema ficou modular, versátil, simples de evoluir. Não por elegância técnica, mas porque a próxima dor sempre chega.

E teve um aprendizado que mudou o produto para sempre: a diversidade de quem usa. Numa ponta, um gerente com faculdade e domínio de Excel. Na outra, um profissional alfabetizado com dificuldade, de vocabulário curto. Os dois precisavam do mesmo sistema, no mesmo dia. É disso que vem a nossa obsessão com simplicidade, e não de modismo de design.

"Se o seu colaborador sabe mandar um e-mail, ele vai saber mexer no nosso sistema."

Repetido a clientes por mais de uma década · Diego, fundador da Vine

E é daí que vem a nossa equipe: capacitada, forjada nas dores dos nossos clientes, e preparada para não apenas suprir uma dúvida, mas co-participar da construção de uma gestão profissional. Cada operação que a Vine atendeu deixou aprendizado com todo mundo aqui dentro. Quando dizemos "nós", é disso que estamos falando.

A virada

Juntar quinze anos de aprendizado num só lugar

Por muito tempo a Vine rodou com bases isoladas: sistemas separados, servindo mais ou menos os mesmos módulos, cliente por cliente. Funcionava, mas não escalava.

Num determinado momento a gente olhou para a quantidade de solução criada ao longo dos anos e a decisão ficou óbvia: estava na hora de juntar tudo. Unificamos em um repositório único, um código único, uma plataforma só, no modelo que o mercado começava a chamar de SaaS.

Seria mais bonito dizer que fomos rápidos. Não fomos, e isso foi uma escolha. Enquanto o mercado ia para fundos, aceleradoras e crescimento a qualquer custo, a Vine preferiu o caminho mais lento, testando cada ferramenta em cliente real antes de levar para o próximo.

"Demora mais? Demora. Mas eu dou valor a cada quilômetro que eu rodei, a cada cliente que eu visitei, a cada modelo de negócio que a gente conheceu neste Brasil."

Diego, fundador da Vine
Hoje

Do pasto ao prato

Quinze anos depois, a Vine conecta o negócio de ponta a ponta em dois segmentos principais. No agro, desde a gestão de produção e da pecuária de corte. Na gastronomia, toda a retaguarda, chegando ao indicador de venda do prato. Estamos, na prática, do pasto ao prato.

E a Vine entrou na gastronomia do mesmo jeito que entrou no agro: pela porta da cozinha. Botando touca, olhando cada bloco de operação, entendendo por que controlar produto em restaurante é um desafio tremendo. O giro é absurdo, o caixa exige estoque curto, e o controle acaba custando mais do que o chute. Isso está errado, e é o que a gente quer romper com tecnificação e automação.

Agronegócio

Com a Vine desde o primeiro CNPJ. Pecuária, agricultura, serviços, automação de campo.

Food service

Desde 2018, com a plataforma já em escala. Retaguarda completa, do estoque ao indicador de venda do prato.

E a cadeia não parou nesses dois. Hoje a plataforma sustenta também indústria, sindicatos rurais, B2B, backoffice, automação de chão de fábrica e BPO, cada frente entrando pela mesma porta: a dificuldade real de alguém que confiou na gente para resolvê-la.

No que a gente acredita

Nunca foi sobre software

"Nós nunca focamos em software. Sempre focamos em gestão de informação: entender o negócio, entender qual informação importa e como ela dirige a tomada de decisão."

Diego, fundador da Vine

Por muito tempo o mercado registrou muito dado e analisou pouco. É isso que a Vine ataca. E é por isso que a nossa exigência não para no sistema: o colaborador que lança um número precisa criticar aquele número. Por que está lançando assim? Por que classificou desse jeito? Porque os números das empresas estão cheios de erro, e confundir despesa operacional com investimento muda linha, muda posição e muda o resultado no demonstrativo.

"Não temos o desejo de ser o melhor sistema do mundo. O melhor sistema do mundo, sem processo construído e testado, não é nada."

Diego, fundador da Vine

A outra metade da filosofia é sobre errar. Todo cliente da Vine ouviu isso desde a fundação: ninguém aqui tem que ter medo de errar. Erre, assuma, corrija, corra atrás, faça diferente na próxima. A gente ainda erra, mais do que gostaria. Não somos perfeitos, e não é isso que a gente vende.

O que a Vine oferece, no fim, é uma forma de trabalhar junto. Antes de ser uma fornecedora, a Vine é uma parceira no processo. E por isso a nossa relação comercial raramente se resume ao número, ao custo ou à forma de pagamento.

"Eu nunca tive medo de plantar semente."

Diego, fundador da Vine
O desafio de agora

Como escalar um jeito de cuidar

O maior desafio da Vine hoje não é técnico. Escalar tecnologia não é problema. O problema é escalar o atendimento humanizado, essa filosofia de trabalhar com o cliente e não apenas para ele. Quando você trabalha com alguém, você se junta a ele, você vive a dor dele. Isso é difícil de multiplicar.

É a conversa que a gente tem internamente, e é o que a Vine está resolvendo agora, no ano em que completa quinze anos. Não existe resposta pronta. Existe a convicção de que abrir mão disso não é uma opção, porque é justamente esse jeito de trabalhar que ajuda um negócio a enxergar os gargalos, os ralos, onde está perdendo e onde pode ganhar mais.

Quinze anos depois daquela folha colhida no campo, o que a Vine tem para oferecer continua sendo a mesma coisa que tinha para oferecer no primeiro dia: entender o seu negócio antes de propor qualquer solução. O resto, a plataforma, os módulos, os indicadores, é consequência.

Experiência

+15 anos

Vivendo cada negócio

Presença

4

Estados: MG, SP, BA, MS

Gestão

+R$1,4 Bi

em movimentações/ano

Tecnologia

+30

Módulos de Gestão

A história em dez marcos

1998

A origem no offline: arte-final, vetorização de imagens, peças para mídia impressa.

2002

A virada para a web, na era da internet discada. E a escolha por HTML semântico e arquitetura da informação, contra a corrente da época.

2004

Anos de meio corporativo: da programação à gerência de projetos.

2010

Saída do corporativo. A Vine nasce, ainda sem nome e sem CNPJ, entre um quarto e as rodovias do país.

2010

A pergunta que virou produto: por que não gerenciar um negócio com a facilidade de gerenciar um site? E o nome, que veio da folha de uma videira.

ago 2011

Formalização da empresa, com sede em Uberlândia. Entrada no mercado pela porta do site.

2012+

Os módulos nascem um a um, cada um vindo de uma dor real de cliente.

2017

A virada: bases isoladas viram uma plataforma única e escalável.

2018

Entrada na gastronomia, com a plataforma já em processo de escala.

2026

15 anos. Do pasto ao prato, agronegócio e food service.

Quer entender o seu negócio de verdade?

É o que a Vine faz há quinze anos: sentar do seu lado, entender a operação e transformar dado em decisão.

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